Grandes empresas banidas do Portugal 2030

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Os fundos europeus do próximo quadro comunitário para 2021-2027 — o Portugal 2030 — já não poderão financiar os chamados projetos de inovação produtiva em que as grandes empresas investem para melhorar os seus processos de fabrico e diversificar os bens e serviços exportados pelo país, desde a aquisição de novas máquinas e equipamentos à construção de novas fábricas e hotéis.

É o que diz o regulamento proposto pela Comissão Europeia para o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) pós-2020, quando estabelece que os incentivos aos investimentos produtivos “devem ser limitados, apenas, às micro, pequenas e médias empresas (PME)”. A única exceção serão os investimentos de grandes empresas que “envolvem a cooperação com PME em atividades de investigação e inovação”.

Para já, nem Comissão Europeia nem Governo querem comentar uma proposta que ainda terá de ser debatida pelos 27 Estados-membros para entrar em vigor com o próximo orçamento europeu. Bruxelas há muito que defende que a melhor estratégia para o desenvolvimento regional é concentrar os apoios nas PME. Mas no Governo português há quem tema pelo impacto desta proposta da Comissão, quer nas políticas para captar mais investimento direto estrangeiro (IDE) para o país, em geral, quer nas políticas para atrair mais investimento empresarial para o interior, em particular.

Aliás, o inquérito ao investimento empresarial divulgado este mês pelo Instituto Nacional de Estatística alerta que as únicas empresas que estão a puxar pelo investimento no país são as grandes empresas.

 

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Publicado em Expresso Sábado, 21 de julho de 2018